Projeto na Uerj motiva a participação de mulheres e meninas na ciência
Em janeiro, enquanto muitos estudantes aproveitavam o tão aguardado período de férias, uma professora e oito alunas do 2º ano do ensino médio de escolas públicas estaduais e uma graduanda participaram, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), da Imersão Científica 2025 do programa Futuras Cientistas. A iniciativa, lançada em 2012 pelo Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), órgão vinculado ao Governo Federal, busca incentivar a inserção feminina nas áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática. O projeto da Uerj “Nanotecnologia e inovação: da mecânica à cosmética” foi um dos contemplados no edital do Cetene. Coordenado pela professora Suzana Bottega Peripolli, o projeto conta com o apoio do Departamento de Inovação da Uerj (InovUerj) e de pós-graduandos, técnicos e docentes da Faculdade de Engenharia (FEN), do Instituto de Química (IQ) e de estudantes envolvidas no projeto de extensão “Elas fazem ciência, sim” e também de profissionais da UFRJ. Segundo Suzana, são poucas mulheres atuando nas Engenharias, e na Mecânica o número é ainda menor. Ao longo do mês, no turno da manhã, foram realizadas atividades práticas multidisciplinares, abordando conceitos de química, física e matemática, nos laboratórios do curso de Engenharia Mecânica, no Complexo Fonseca Teles, em São Cristóvão. Por meio das aulas e oficinas, as alunas produziram batons com cera de abelha, lanolina e manteiga de cacau, conheceram os processos de fundição, corrosão e preparação de amostras metálicas e ainda observaram nanoestruturas. Em todo o país, o programa selecionou 470 participantes e mais 100 alunas para a banca de estudos. Em ambos os módulos, elas recebem um auxílio de R$ 600, custeado pelo CNPq.
Museu Ciência e Vida lança podcast ‘Mulheres da Hora’
“Mulheres da Hora”, novo podcast do Museu Ciência e Vida, administrado pela Fundação Cecierj, vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, foi lançado nesta terça-feira, 11 de fevereiro, Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência. O objetivo é promover uma conversa com mulheres com formação de excelência nas áreas de Ciências Exatas, Engenharias e Computação sobre a carreira que estão construindo fora da academia, seja empreendendo ou na iniciativa privada. A primeira convidada foi Aida Bebeachibuli, uma jovem que imigrou com os pais para São Carlos (SP), cursou Física na Universidade de São Paulo (USP), fez mestrado, doutorado e dois pós-doutorados, sendo um deles na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A partir dessa oportunidade, ela criou a Agrorobótica, empresa que aplica tecnologia para medir a qualidade do solo, que está sendo usada em diversas fazendas, contribuindo para o crescimento da agricultura nacional. O podcast, que conta com apoio da FAPERJ e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), possui periodicidade semanal, toda terça-feira, às 11h, e está disponível no Spotify e demais tocadores. Segundo Mônica Dahmouche, professora associada da Fundação Cecierj e idealizadora do podcast, o objetivo é mostrar para as jovens que se interessam por essas áreas algumas possibilidades que existem a partir do depoimento das convidadas. Acesse o podcast no perfil @mulheresdahora.pod.
Pesquisadoras da Uerj se destacam em diversas áreas do conhecimento
A produção científica de professoras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e de alunas do Instituto de Aplicação (CAp-Uerj) vem contribuindo para a equidade de gêneros na ciência brasileira. De acordo com relatório da Elsevier-Bori divulgado em 2023, a participação de mulheres como autoras de publicações científicas cresceu 29% nos últimos 20 anos. No entanto, a presença feminina na produção científica cai conforme a carreira avança. O Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro, tem o objetivo de estimular a participação de mulheres e meninas na ciência. A igualdade de gênero é uma prioridade global da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Atualmente, o Brasil ocupa a terceira posição entre os países com maior participação feminina na ciência entre as nações analisadas, atrás apenas da Argentina e de Portugal. No âmbito do Ensino Médio, o Instituto de Aplicação (CAp-Uerj) organiza a Iniciação Científica Jr. com o objetivo de ajudar os alunos a se tornarem futuros cientistas nas áreas Biomédica, Exatas e Humanas. Supervisionados por professores do Instituto e da Uerj, os participantes estagiam em diferentes instituições com bolsas da Universidade e CNPq. De acordo com a coordenadora do programa, a professora Tatiana Docile, nos últimos anos o número de meninas participantes do ICJr foi maior que o de meninos. Somente em 2024, atuaram 41 alunas e 17 alunos. No Programa de Apoio às Cientistas Mães, da FAPERJ, 37 professoras da Uerj de diversas áreas de conhecimento foram contempladas. Para Tatiana, apesar dos avanços, é preciso percorrer um longo e difícil caminho quando se fala na representação de mulheres na ciência e, em especial, de mulheres negras.
UFRJ e estatal chinesa se reúnem para a criação de centro de inovação com foco em energia
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a China National Offshore Oil Corporation (Cnooc), uma das principais empresas de energia da China, vão unir forças para a criação de um importante centro de inovação, previsto para ser instalado em um dos prédios do Parque Tecnológico, na Cidade Universitária. O novo acordo, ainda em fase de negociação, acontece após a criação do Instituto China Brasil de Engenheiros de Destaque e do Instituto Brasil-China de Inovação, Ciência e Tecnologia, em novembro de 2024. O objetivo é promover o intercâmbio científico entre os dois países, realizar pesquisas em conjunto e permitir o desenvolvimento de tecnologias inovadoras. Enquanto a estatal chinesa será a financiadora do projeto, a UFRJ vai, além de sediá-lo, colaborar por meio da participação de seus institutos, professores, projetos e talentos. Integrarão o centro, ainda, a Petrobras e a Universidade do Petróleo da China (CUP, na sigla em inglês), na mesma lógica “2+2” de funcionamento do Instituto de Engenheiros, ou seja, duas universidades e duas empresas. A gestão do centro de inovação será feita conjuntamente, com a presença de representantes da UFRJ em seu comitê de administração. A ideia é, no futuro, ganhar a adesão de outras universidades e empresas para a ampliação da cooperação científica entre a China e o Brasil. Saiba mais aqui.
Parceria entre UFRJ e Prefeitura do Rio ajuda a combater fraudes em alimentos
O Laboratório de Farmacobotânica da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Laboratório Municipal de Saúde Pública (Lasp), vinculado ao Instituto Municipal de Vigilância Sanitária (Ivisa-Rio) firmaram um acordo que visa combater fraude em alimentos. A parceria entre o conhecimento acadêmico e o poder público rendeu a publicação da série de livros digitais (e-books) “Alimentos”, sobre como aperfeiçoar a identificação de matérias estranhas e contaminantes biológicos ou químicos nos alimentos. Duas publicações já estão disponíveis em formato online e gratuito. O primeiro, intitulado Grãos de Amido, é voltado para a identificação do amido, usado para aumentar o volume e a consistência dos alimentos. O segundo volume, intitulado Insetos contaminantes de alimentos, mostra como visualizar mais de 30 diferentes fragmentos de insetos, como baratas, formigas e barbeiros, entre outros. O professor André Luís de Alcantara Guimarães, coordenador do projeto, acredita que está ampliando o campo de formação profissional dos estudantes, levando à pesquisa aplicada e ao desenvolvimento de análises microscópicas em perícias e pesquisa de fraudes, além do saber pontual e teórico. Os volumes 3 e 4 da série deverão estar disponíveis até o fim do primeiro semestre de 2025. O terceiro, voltado para identificar fraudes em chás e o quarto volume um guia para a identificação de pelos de mamíferos encontrados nos alimentos. O projeto teve início em um estudo contemplado no Programa Apoio a Projetos Científicos e Tecnológicos em Ciências Agrárias da FAPERJ, que viabilizou um acordo de cooperação técnica focado na microscopia. Hoje, a equipe da UFRJ diretamente envolvida no projeto conta com oito pessoas.
UniRio lança edital de seleção para o mestrado profissional em Ensino de Artes Cênicas
O Programa de Pós-Graduação em Ensino de Artes Cênicas (PPGEAC) da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) lançou edital de seleção para o curso de mestrado profissional em Ensino de Artes Cênicas. Serão oferecidas 10 vagas, para ingresso no segundo semestre de 2025. O processo seletivo será composto de três etapas. A primeira delas será análise de documentos e homologação das inscrições. Em seguida, será feita a análise do memorial analítico de prática e do pré-projeto de pesquisa. Por fim, haverá prova oral, de caráter eliminatório e classificatório. O resultado final será divulgado no dia 4 de julho. O período de inscrições será das 8h do dia 24 de fevereiro às 23h59 do dia 4 de abril. A documentação solicitada em edital deverá ser enviada para o e-mail ppgeac@unirio.br. A ficha de inscrição, que consta no Anexo 1 do edital, deverá ser preenchida e enviada pelo candidato. Confira aqui o edital. Outras informações estão disponíveis na página do PPGEAC.
UFF abre Inscrições para cursos de idiomas do Prolem
A Universidade Federal Fluminense (UFF) disponibiliza inscrições para os cursos de idiomas do Programa de Línguas Estrangeiras Modernas (Prolem). Abertos a toda a comunidade, a partir de 16 anos de idade, as aulas são ministradas ao vivo (on-line ou presencial), por professores qualificados pela UFF e com experiências internacionais. Há diversos horários nos cursos de Inglês (Regular, Instrumental e Conversação), Francês (Regular), Espanhol (Regular), Italiano (Regular e Conversação), Alemão (Regular), Guarani e Yorubá. As inscrições podem ser realizadas aqui ou presencialmente (Campus Gragoatá, Bloco B, sala 316 Niterói – terças e quintas-feiras feiras, das 12h às 17h; quartas-feiras, das 10h às 15h). Mais informações: www.prolem.uff.br
Uenf promove diálogo com lideranças quilombolas
Com o objetivo de estreitar as relações com as comunidades quilombolas locais, a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) realizou, no dia 7 de fevereiro, uma reunião entre representantes da Reitoria, professores, pesquisadores, representantes do poder público e lideranças destas comunidades. Organizada pelo Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi) da Uenf, a reunião promoveu o debate e o desenvolvimento de ações em prol das comunidades quilombolas da região. Estiveram presentes representantes das comunidades quilombolas de Barrinha e Conceição do Imbé, bem como professores e pesquisadores de diversos Centros da Uenf e de diversas áreas que podem dialogar com as demandas das comunidades quilombolas da região Norte Fluminense. Segundo a coordenadora do Neabi, Clareth Reis, a ideia da reunião surgiu a partir de uma visita realizada na Comunidade Quilombola Machadinha, em Quissamã, que instigou a universidade a promover cursos mais curtos de extensão que possam favorecer e atender às demandas mais pontuais das comunidades quilombolas, como conservação de alimentos, manejo com a terra e formação de agentes de turismo. Nesta quarta-feira, 12 de fevereiro, foi realizada a aula inaugural do “Curso de Aperfeiçoamento em Educação Escolar Quilombola: perspectivas antirracistas e práticas emancipatórias”. Trata-se de um curso de extensão, que integra o programa Escola Quilombo, do Governo Federal, oferecido pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em parceria com o Ministério da Educação (MEC), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), campus Macaé, o Instituto Federal Fluminense (IFF) e a Uenf, com apoio das Secretarias de Educação dos municípios de Búzios, Cabo Frio, Quissamã, Campos dos Goytacazes e Mangaratiba, que contam com territórios quilombolas em sua região. O objetivo da Escola Quilombo é impulsionar a implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola e da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ) nas regiões dos Lagos, Norte Fluminense e Costa Verde. Saiba mais sobre o curso aqui.
Professora da UFF integra plataforma de combate desigualdade de gênero na Ciência e Tecnologia
Com o objetivo de enfrentar a disparidade de gênero nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM), a professora Luciana Salgado, do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal Fluminense (UFF), e uma rede de profissionais da América Latina, está desenvolvendo a plataforma ELLAS, que integra dados primários e secundários sobre a carreira de mulheres nas STEM na América Latina. Celebrado em 11 de fevereiro, o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência visa conscientizar a sociedade sobre a importância da igualdade de gênero na ciência. A iniciativa, que já conta com mais de dez mil respostas em pesquisas empíricas e parcerias estratégicas, pretende fornecer insumos para políticas públicas e ações que promovam a liderança feminina no setor. Essa tecnologia surge no contexto do projeto Latin American Open Data for Gender Equality Policies Focusing on Leadership in STEM, financiado pelo International Development Research Centre (IDRC), e representa um avanço significativo na luta pela equidade de gênero em STEM, ao oferecer dados robustos e análises comparativas que podem embasar políticas públicas e iniciativas privadas. Com o engajamento de instituições e a expansão do projeto, a expectativa é que mais mulheres alcancem posições de liderança, transformando o cenário científico e tecnológico da região. Com uma equipe composta por oito instituições do Brasil, Bolívia, Peru, e mais de 60 pessoas dos três países participantes, o projeto já tem mais de 35 publicações científicas e parcerias como o Programa Meninas Digitais, a Fundación Internet Bolivia e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). A ELLAS espera influenciar políticas públicas e aumentar a representatividade feminina em posições de liderança. Saiba mais aqui.